*De meliante a monumento*
*Barra Mansa celebra o Dia Internacional da Capivara*
_Animal que ganhou fama após comer palmeiras na Beira-Rio tem até estátua e já pode comemorar seu dia com status de personalidade local_
Se tem uma história que Barra Mansa pode contar com bom humor, é a da capivara que deixou de ser apenas uma frequentadora da margem do Rio Paraíba do Sul para se transformar em uma verdadeira celebridade municipal. Neste 14 de setembro é celebrado o Dia Internacional da Capivara e a cidade tem um motivo a mais para lembrar e dar boas risadas desse personagem que conquistou moradores e ganhou até monumento próprio.
A história começou quando algumas palmeiras plantadas na Beira-Rio, na Avenida Argemiro de Paula Coutinho, no Centro, começaram a aparecer danificadas. Diante do estrago, o prefeito Luiz Furlani chegou a suspeitar de vandalismo e classificou o responsável como “meliante”. Mas a investigação revelou a verdadeira autora do delito: uma capivara, que aparentemente tinha encontrado nas palmeiras um verdadeiro “rodízio gastronômico” à beira do rio.
Descoberto o mistério, ficou claro que não havia qualquer ato de vandalismo. O autor tinha quatro patas, pelos, cara de tranquilidade e uma atração considerável por palmeiras.
A repercussão transformou o animal em uma figura conhecida em Barra Mansa e também em cidades da região e de todo o país. E, em vez de uma bronca, a capivara recebeu uma homenagem que poucos “infratores” costumam conquistar: um monumento só para ela.
A estátua foi inaugurada pelo prefeito Luiz Furlani no dia 8 de novembro de 2025, justamente no local onde a história ganhou seus primeiros capítulos. Desde então, o monumento se tornou mais um ponto turístico da cidade e uma lembrança bem-humorada de uma história tipicamente barra-mansense.
- É uma história que a gente conta com muito bom humor e carinho, porque faz parte da identidade da nossa cidade. Neste Dia Internacional da Capivara, fica a nossa homenagem a esse animal que, sem pedir licença, conquistou um lugar especial no coração dos barra-mansenses - disse o prefeito Luiz Furlani.
Em defesa do roedor, o biólogo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jefferson Alves de Souza, aproveita a data para reforçar a importância da convivência respeitosa com a fauna e lembrar que animais silvestres fazem parte do ambiente urbano e devem ser observados à distância, sem perseguição, alimentação ou tentativa de contato.
- As capivaras e outros animais silvestres fazem parte do nosso ambiente urbano e podem ser encontrados em áreas próximas aos rios e lagos, pois utilizam a água para regular a temperatura corporal. São os maiores roedores do mundo e se alimentam de plantas, gramas e frutas, mas podem roer algumas palmeiras, por exemplo, para lixar seus dentes, que não param de crescer.
As capivaras vivem em grupos, que podem reunir de seis a 30 indivíduos. São animais geralmente dóceis e tranquilos, mas também são protetores, principalmente quando estão com filhotes. Por isso, nesses casos, é ainda mais importante manter distância e não tentar se aproximar - explica Jefferson.
*Convívio amistoso*
O biólogo também destacou que ao se alimentarem da vegetação, as capivaras ajudam a manter a grama das margens do rio, enquanto encontram nesses espaços alimento e abrigo. É uma relação que chama a atenção e que acabou conquistando a simpatia dos moradores, que gostam bastante de observá-las.
- A presença da fauna na cidade mostra que esses espaços também são importantes para a biodiversidade e que podemos conviver com esses animais de maneira segura e responsável. Elas nos ajudam a manter o gramado dos leitos do rio e nos permite observá-los neste cenário contemplativo - acrescentou Jefferson.
E para quem passar pela Beira-Rio neste 14 de setembro, fica o convite: confira o monumento e preste homenagem à capivara mais famosa da cidade. Só não vale oferecer uma palmeira de presente. Depois do episódio anterior, ela já tem antecedentes.
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